Com 52% dos votos, servidores rejeitam proposta da Caixa e greve continua em MS

Com 52% dos votos, servidores rejeitam proposta da Caixa e greve continua em MS
Greve dos servidores da Caixa. (Foto: Mateus Andrade/Jornal Midiamax)

A proposta foi aprovada por 45,62%, enquanto 1,43% se absteve de votar nesta segunda-feira (21)

A greve na Caixa Econômica Federal continua por tempo indeterminado, após 52,95% dos servidores votarem contra a nova proposta de reajuste salarial e benefícios nesta segunda-feira (21). A votação, que incluiu servidores de todo o Brasil, foi realizada de maneira virtual. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 40 agências estão com o atendimento presencial afetado pela greve.
Conforme a presidente do SEEBCG-MS (Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região), Neide Rodrigues, a proposta foi aprovada por 45,62%, enquanto 1,43% se absteve de votar.
“Em assembleia virtual nesta segunda-feira, dia 21 de setembro, os empregados e as empregadas da Caixa, lotados na base do Sindicato, rejeitaram a nova proposta do banco público para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo. Com isso, a greve iniciada em 10 de setembro está mantida por tempo indeterminado na base de Campo Grande e região”, informou a nota do Sindicato.
Greve já dura 12 dias
A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chega ao 12º dia nesta segunda-feira (21) e segue sem data para terminar em Mato Grosso do Sul. A categoria rejeitou a nova proposta apresentada pelo banco para o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) 2026-2028.
Em Campo Grande, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região realizou, na sexta-feira (18), uma plenária virtual para apresentar os termos da proposta e discutir os próximos passos do movimento. Já a votação de hoje foi realizada das 11h às 18h (horário de Brasília), por meio de plataforma eletrônica.
Um dos principais pontos da negociação é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. A nova proposta amplia de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da Caixa no custeio do plano a partir de 2027.
O modelo solidário, sem cobrança diferenciada por faixa etária, será mantido. Em 2026, não haverá reajuste nas mensalidades, e a Caixa assumirá o déficit do plano.
Detalhes sobre a proposta
A partir de 2027, a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base. Para dependentes diretos, a mensalidade será de R$ 560. Para dependentes indiretos, os valores previstos são de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e de R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.
O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e seus dependentes diretos, será de 9%.
A proposta também prevê pelo menos um empregado em cada Repes (Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas) dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa. A Caixa ainda deverá criar, em até 60 dias, um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
A nova proposta também altera regras do programa de remuneração variável Super Caixa. Para o segundo semestre de 2026, a premiação inicial por habilitação passa de 25% para 50%.
Em relação ao PFG (Plano de Funções Gratificadas), a Caixa se comprometeu a criar espaços de discussão com os empregados, incluindo um grupo paritário para tratar do plano.
O banco manteve ainda a proposta de pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por empregado pelo resultado do IEO (Índice de Eficiência Operacional) de 2026, já atingido em junho. (Idaicy Solano – https://midiamax.com.br)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *