Senadores pedem a Moraes prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro
O ex-presidente enfrenta um quadro de traumatismo craniano depois de sofrer uma queda na cela da PF em Brasilia
Um grupo de 22 senadores encaminhou, na quarta-feira, 7, um abaixo-assinado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual pedem a concessão de prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro. Os parlamentares afirmam que o quadro de saúde do ex-presidente é grave, complexo e incompatível com a manutenção da prisão.
A manutenção de Bolsonaro sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, diz a petição, representa risco concreto à vida do ex-presidente. Os senadores ressaltaram as múltiplas comorbidades de Bolsonaro, de natureza cardiovascular, digestiva, renal, respiratória e metabólica. Algumas são sequelas permanentes do atentado sofrido em 2018.
“O Presidente Jair Bolsonaro, sob custódia do Estado, foi deixado à própria sorte depois de um acidente grave que colocou sua vida em risco real”, escreveu o senador Jorge Seif (PL-SC), um dos signatários da petição. “Se o Estado não consegue garantir a integridade física do presidente Jair Bolsonaro, ele não tem o direito de mantê-lo sob esse regime. Não estamos pedindo clemência, estamos exigindo isonomia.”
A mobilização sucede a queda sofrida por Bolsonaro na madrugada da última terça-feira, 6, na sala especial onde está detido. O acidente foi divulgado inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Médicos que acompanham o ex-presidente recomendaram avaliação hospitalar urgente.
De acordo com os senadores, o atendimento só aconteceu mais de 24 horas depois — demora que, para eles, demonstra falhas do Estado em garantir a saúde do custodiado. O médico Cláudio Birolini, responsável pelas cirurgias abdominais de Bolsonaro, concorda.
“Ele não está em um lugar adequado. Na minha opinião pessoal, o ambiente mais adequado neste momento, frente a situação toda, as demandas, os riscos, é o domiciliar”, afirmou Birolini em entrevista ao jornal O Globo publicada na quarta-feira.
Bolsonaro tem crises recorrentes de soluços e apneia do sono, sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. Nesta terça-feira, a queda da cama teria causado ferimentos na cabeça e em um dos pés. Ele passou por exames no Hospital DF Star.
Fonte: Revista Oeste
